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Eu realmente não creio que existe melhor forma de aprender a não ser através dos próprios erros. Analisar o erro dos outros nos alerta, mas não nos ensina para quando chegar a nossa vez. 
Tenho vinte anos e confesso que já me incomodo bastante com essa sonoridade que carrego ao falar a quantidade de primaveras que já vivi. Sinto que a partir disso tenho que levar nas costas algumas responsabilidades que talvez até não esteja preparado, e essa afirmação não quer dizer que nasci em berço de ouro e passei minha vida jogando vídeo game até a semana passada.  Falo de definir prioridades, de enfrentar medos, de superar obstáculos. Aprendi da forma mais cruel e menos valiosa de quem ninguém se importa do quão bom e generoso você seja, dificilmente vão enxergar suas aflições diante dos probleminhas medíocres que enfrentam. Andei observando tudo que tenho feito e percebi que tenho levado uma vida muito linear, sem muita adrenalina, me preocupando demais com coisa besta, esquecendo de cuidar da pessoa mais importante para mim: eu. E é analisando histórias como a minha, dias como os meus, que vejo que a única coisa que venho adquirindo são amigos distantes e uma pressão arterial que baixa ao sinal de qualquer desconforto.
Tenho orgulho e raiva das tantas vezes que disse frases como “vá em frente, sem medo”, “você consegue”, “tudo só depende de você”. Orgulho, pois já vi pessoas que se sentiram encorajadas ao correr em busca de seus objetivos por causa dessas palavras. Raiva porque dificilmente conseguir ouvir a mim mesmo, suprir a vontade de enfrentar algo novo, vencer a hipocrisia, o medo, a insegurança. 

Queria comigo a coragem do personagem que mais admiro: Dom Quixote de La Mancha, o cavaleiro da triste figura. É comum vermos pessoas que correm em busca de sua s fantasias como loucos, sem se quer tentar entender que entre o real e o imaginário pode existir a busca pelo que faz feliz.  Busca que valha a pena mesmo que se depare com dragões, mesmo que tudo seja por amor as causas perdidas, mesmo que o escudo de proteção seja de papelão. Mas que no fim a gente possa usufruir daquele sentimento heroico e descobrir que as coisas mais importantes da vida simplesmente não são coisas. 

Hoje me sinto triste por escrever algo que, diga-se de passagem, é extenso, e não inserir um trocadilhozinho mesmo que seja tosco, nem um pouquinho da ironia que me é característica e me torna bem-quisto ou insuportável. Mas infelizmente meus dias não têm corrido como eu gostaria que fosse, e eu entendo perfeitamente que esse jogo não se vira da noite para o dia. Tenho certeza de que eu não sou triste, apenas não estou bem. E tenho plena consciência de que existem aqueles que sentem algo muito maior do que a frustração de ter dado passos errados, mas o sofrimento de ninguém nunca conseguiu me fazer melhor. É hora de vestir minha armadura. Tô indo em frente.

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